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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Grande Amor de Deus 
 
de Max Lucado


Centenas de metros abaixo da minha cadeira há uma lagoa, uma caverna subterrânea de água cristalina conhecida como o Lençol Freático de Edwards. Nós Texanos do sul do estado sabemos muito sobre este lençol. Nós conhecemos seu comprimento (280 quilômetros). Nós conhecemos seu fluxo (de oeste para leste, exceto debaixo de San Antonio, onde corre de norte para sul). Nós sabemos que a água é pura. Fresca. Ela irriga fazendas e gramados e abastece piscinas e sacia a sede. Nós sabemos muito sobre o lençol d’água.
Mesmo conhecendo tantos fatos, há um essencial que não fazemos idéia. Nós não sabemos seu tamanho. A profundidade da caverna? Um mistério. Número de litros? Incomensurável. Ninguém sabe a quantidade de água que o lençol contém.
Assistindo o boletim meteorológico noturno você pensaria o contrário. Os meteorologistas dão atualizações regulares no nível do lençol freático. Dá-se a impressão que a quantidade de água é calculada. “A verdade é”, um amigo me explicou, ‘ninguém sabe quanta água tem lá embaixo.”
Será que é possível? Eu decidi descobrir. Eu chamei um técnico em conservação hídrica. “É verdade”, ele confirmou. “Nós fazemos estimativas. Nós tentamos medir. Mas a quantidade exata? Ninguém sabe.” Impressionante. Nós a usamos, dependemos dela, pereceríamos sem ela …mas, Medi-la? Nós não conseguimos.”
Isto lhe faz lembrar outra piscina imensurável? Pode ser. Não uma piscina de água, mas uma piscina de amor. O amor de Deus. Lençol freático fresco. Tão puro como a neve de abril. Um gole relaxa a garganta sedenta e amolece o coração endurecido. Deixe uma vida imergir no amor de Deus e veja-a emergir limpa e transformada. Nós conhecemos o impacto do amor de Deus.
Mas o volume? Ninguém jamais o mediu.
Meteorologistas morais, preocupados se nós poderíamos esvaziar a provisão, sugerem o contrário. “Não beba profundo demais”, eles acautelam, recomendando porções racionadas. Afinal de contas, algumas pessoas bebem além da sua conta. Terroristas e traidores e aqueles que batem nas esposas, deixe tais vilões (salafrários, cafajestes ?) começar bebendo, e eles podem tomar demais.
Mas quem já conheceu as profundidades do amor de Deus? Somente Deus. “Quer ver o tamanho de meu amor?” ele convida. “Suba pelo caminho sinuoso de fora de Jerusalém. Siga os pontos de terra ensangüentada até chegar à colina. Antes de olhar para cima, pare e ouça-me sussurrar, ‘Isto é quanto amo eu você.’”
Músculos rasgados por chicote cobrem suas costas. Regatos de sangue descem pelo rosto dele. Os olhos e lábios dele estão fechados pelo inchaço. Punhados de barba foram arrancados. A dor é incendiante. Enquanto se enverga para aliviar a agonia das pernas, sua via aérea fecha. Ao ponto de sufocar, ele empurra músculos perfurados contra o prego e se arrasta para cima na cruz. Ele faz isso por horas. Dolorosamente, para cima e para baixo, até a força dele e as nossas dúvidas acabarem.
Deus lhe ama? Veja a cruz e veja sua resposta.
Deus o Filho morreu por você. Quem poderia ter imaginado tal presente? Na época quando Martinho Lutero estava tendo a Bíblia dele impressa na Alemanha, a filha de um tipógrafo encontrou o amor de Deus. Ninguém tinha lhe falado sobre Jesus. Por Deus, ela sentia nenhuma emoção, senão o medo. Um dia, ela juntou pedaços da Escritura caídos no chão. Num papel ela achou as palavras, “Porque Deus amou o mundo de tal forma que ele deu…” O resto do versículo ainda não havia sido impresso. Mesmo assim, o que ela viu foi o bastante para a comover. A idéia que Deus daria qualquer coisa a moveu de medo para alegria. A mãe dela notou a mudança de atitude. Quando perguntou a causa da felicidade dela, a filha tirou o pedaço amassado de parte do versículo do seu bolso. A mãe leu e perguntou, “O que foi que ele deu?” A criança estava perplexa por um momento e depois respondeu, “Eu não sei. Mas se Ele nos amou o bastante para nos dar qualquer coisa, nós não devemos ter medo dEle.”
Se Deus tivesse dado uma grande idéia, ou uma mensagem lírica, ou um cântico infinito … mas ele se deu. “Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” (Efé 5:2 NVI). Que espécie de devoção é esta? Procure a resposta na categoria “infalível.” A santidade de Deus exigia um sacrifício sem pecado, e o único sacrifício sem pecado era Deus o Filho. E, desde que o amor de Deus nunca deixa de pagar o preço necessário, ele o fez. Deus lhe ama com um amor infalível.
Inglaterra vislumbrou um amor parecido em 1878. A segunda filha da Rainha Victoria era a Princesa Alice. O filho dela, aos quatro anos, ficou infectado com uma aflição horrível conhecida como difteria preta. Os médicos quarentenaram o menino e avisaram a mãe para se manter afastada dele.
Mas ela não pôde. Um dia ela o escutou sussurrando para a enfermeira, “Por que minha mãe não me beija mais?” As palavras derreteram o coração dela. Ela correu ao filho e o cobriu de beijos. Dentro de alguns dias, ambos foram enterrados.
O que levaria uma mãe a fazer algo assim? O que levaria Deus a fazer algo maior? Amor. Ligue a maior ação de Deus ao maior atributo de Deus – o seu amor.
Mas como é que o amor de Deus se enquadra com o tema deste livro? Afinal de contas, “Não gira em torno de mim.” Se não gira em torno de mim – será que Deus se preocupa comigo? A prioridade de Deus é a glória dele. Ele ocupa o centro do palco, eu carrego as peças do cenário. Ele é a mensagem, eu sou apenas uma palavra. Isto é amor?
Sem dúvida. Você realmente quer o mundo revolvendo ao seu redor? Se “tudo gira em torno de você”, então “tudo é por sua conta”. Seu pai lhe poupa de um fardo tão grande. Enquanto você é valioso, você não é essencial. Você é importante, mas não indispensável.
Ainda não acha que isso é boa notícia?
Talvez uma história seria útil. Meu pai, um mecânico de campo de petróleo, nunca conheceu um carro que ele não pôde consertar. Esqueça de tacos de golfe ou raquetes de tênis, os brinquedos de meu pai eram alicates e chaves de fenda. Ele apreciava uma máquina acabada. Uma vez, enquanto ele estava nos dirigindo para visitar a irmã dele no Novo México, o carro soltou uma válvula. A maioria dos homens teria gemido todo o caminho até a oficina mecânica. Meu Pai, não. Ele chamou um caminhão de reboque e sorriu o resto do caminho até a casa da minha tia. Até hoje eu desconfio de sabotagem paterna. Uma semana de bate-papo familiar o repulsava. Mas uma semana debaixo do capuz? Esqueça do café e biscoitos. Dê-me o escape. Pai fez com um motor V-8 o que Patton fez com um pelotão--ele o fez funcionar.
Ó, se o mesmo pudesse ser dito do filho mais novo dele! Não pode. Meu problema com mecânicos começa com as duas extremidades do carro. Eu não consigo lembrar onde fica o motor. Qualquer um que confunde a estepe com a correia do ventilador provavelmente não tem talento para conserto de carro.
Minha ignorância deixou meu pai em uma posição precária. O que faz um mecânico qualificado com um filho que é qualquer coisa menos isso? Enquanto você começa a formular uma resposta, eu posso fazer esta pergunta – o que faz Deus conosco? Sob o cuidado dele, o universo funciona como um relógio Rolex. E os filhos dele? A maioria de nós temos dificuldade em manter as contas num talão de cheques. Então, o que é que ele faz?
Eu sei o que meu pai fazia. Muito para o crédito dele, ele me deixava ajudá-lo. Segurando alicates, limpando velas de ignição – ele me dava trabalhos para fazer. E ele sabia dos meus limites. Jamais ele disse, “Max, desmonte aquela transmissão, certo? Uma das engrenagens está quebrada.” Nunca disse isso. Em primeiro lugar, ele gostava da transmissão dele. Também, ele me amava. Ele me amava demais para me dar demais.
Deus faz assim. Ele conhece suas limitações. Ele está bem atento às suas fraquezas. Da mesma forma que você não poderia morrer pelos seus próprios pecados, você nem tampouco pode resolver a fome mundial. E, de acordo com ele, está tudo bem. O mundo não está dependendo de você. Deus lhe ama demais para dizer que é tudo gira em torno de você. Ele mantém o cosmos funcionando. Você e eu jogamos serragem nas manchas de óleo e o agradecemos pelo privilégio. Nós espiamos debaixo do capuz. Nós sabemos o que custa cuidar do mundo e sábios somos ao deixar nas mãos dele.
Dizer que não gira em torno de você não é dizer que você não é amado, muito pelo contrário. É porque Deus o ama que não gira em torno de você.
E, ó que amor isto é. É “maravilhoso demais para ser medido” (Efé. 3:19). Mas embora não possamos medi-lo, eu posso lhe exortar a confiar nele? Alguns de vocês têm tanta fome de um amor como este. Aqueles que deviam ter lhe amado não fizeram. Aqueles que poderiam ter-lhe amado não queriam. Você foi deixado no hospital, abandonado no altar. Deixado com uma cama vazia, deixado com um coração quebrado. Deixado com sua dúvida, “Será que alguém me ama”?
Por favor escute a resposta do céu. Enquanto você o observe na cruz, ouça Deus assegurar, “Eu lhe amo”.
Provavelmente um dia alguém achará o limite do lençol freático de água do Sul do Texas. Um submarino robótico, ou até mesmo um mergulhador; descerá pela água até que bata no chão firme. “Nós descobrimos as profundidades”, jornais anunciarão. Alguém dirá o mesmo do amor de Deus? Não. Quando o assunto é água, nós acharemos o limite. Mas quando é o amor dele, nós nunca o iremos.

Copyright © 2004 Max Lucado.
Integrity Publishers, Nashville, Tn.
Reproduzido com permissão.
[ Para mais meditações de Max Lucado
visite o site
www.iluminalma.com.br]

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Conquistando amigos

Algumas vezes temos dificuldades de ser aceito, de construir laços fortes com as pessoas. Aqui estão algumas dicas que ajudarão você. É importante não fingir ser algo que não é, mas fazer um esforço consciente para cultivar as qualidades que deixarão as pessoas á vontade e felizes por estarem em sua companhia.

Seja educado e cortês. Como São Basílio observou: “O que semeia delicadeza, colhe amizades e o que planta bondade, ceifa amor.”
Sorria. Um sorriso sincero desfaz as resistências, apazigua os contraditores, acalma os irados e encoraja os desanimados. Além disso, cria um ambiente positivo.
Seja otimista. Todo mundo já tem problemas que bastem. As pessoas gostam de gente animada e que pensa em termos de soluções.
Seja sociável. Se você for tímido ou introvertido, concentrar-se em fazer outra pessoa aceita e á vontade o ajudará a se sentir menos inseguro.
Demonstre respeito. É fácil respeitar as pessoas com quem se tem muito em comum, mas o respeito pelo direito dos outros de pensar e serem diferentes é ainda mais importante e cativante.
Procure o que há de bom nas pessoas.
Em vez de estar atento aos defeitos alheios, procure nas pessoas suas boas qualidades. Afinal, todos têm pelo menos algumas.
Fale das qualidades dos outros. Todo mundo precisa saber que suas boas qualidades são notadas e reconhecidas. Seja generoso, sincero e específico em seus elogios.
Relaxe. É sempre divertido estar na companhia de alguém bem humorado. Só não permita que o seu humor magoe os outros.
Mantenha a mente aberta. Todo mundo tem direito a uma opinião. Raramente vale a pena sacrificar uma amizade para ganhar uma discussão.
Seja humilde. É muito desagradável ter por perto gente arrogante que está sempre promovendo a si própria. A humildade cativa. O orgulho é lamentável.
Seja um bom ouvinte. Uma das melhores maneiras de provar ás pessoas seu interesse por elas é demonstrar-se interessado no que têm a dizer, fazendo um esforço entender e expressar empatia.
Seja cordial quando as pessoas errarem. Todo mundo erra ás vezes. Lembre-se da regra de ouro. Colhemos o que semeamos.

Mateus 7. 12
Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

Revista Contato
Volume 12, n° 7 – pág 12.
           



Ele escolheu você.

«Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo»  Tessalonicenses 5.9
Segundo a Bíblia, o destino de Deus para sua vida é a salvação. Seu destino proposto é o céu. Entretanto, quem tem que tomar a decisão é você. Esse é nosso problema.
Nos decidimos  ir em uma direção diferente da que Deus tem.  Ser cristão é subir a bordo com Cristo.
«Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim» ( João 14.6 ).
Pecamos quando dizemos: Irei por meu caminho e não pelo caminho de Deus. No centro do pecado está o Eu.  Pecado é quando dizemos: Farei o que eu quero, não importa o que Deus diga. Só Deus pode satisfazer nossas necessidades. Pecado é o ato de procurar nos lugares errados aquilo que só Deus nos pode dar.
«Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós»  Isaías 53.6
«Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade»1 João 1.8
 «Somos pecadores, e cada um de nós está se afundando no mesmo barco»Romanos 3.20 (a mensagem)
A Bíblia diz: «Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte» Provérbios 16.25
 O resultado final do pecado é a morte… morte espiritual.
«O salário do pecado», diz Paulo, «é a morte»  (Romanos 6.23 ).
Se o problema é o pecado e todos pecamos, o que posso fazer?
Então, o que fazer? Se não é salvo por ir à igreja ou por fazer boas obras ou por se comparar com outros, como podemos ser salvos?
A resposta é simples:  Creia em Cristo.
«Porque Deus amou o mundo de tal maneira quedeu o seu Filho unigênito, para que todo aqueleque nele crê não pereça, mas tenha a vidaeterna». João 3.16
Note o que Deus fez: «Deu o seu único Filho». Foi assim que Deus tratou com seu pecado.
«Deus acertou a contas do mundo através do Messias, lhe dando um novo começo, lhe oferecendo perdão dos pecados … Deus pôs sobre Ele todo o castigo sem merecê-lo para que pudéssemos estar com as contas acertadas com Deus» 2 Coríntios 5.21 (a mensagem)

O que fazer para receber esta dadiva?
Dando três passos simples: admitir, reconhecer e aceitar.
 1. Admita que Deus não ocupou o primeiro lugar em sua vida e lhe peça que o perdoe por seus pecados.
«Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça»
1 João 1.9
2. Reconheça que Jesus morreu para pagar por seus pecados e que se levantou dos mortos e está vivo.
«Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo»
Romanos 10.9
«E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que possamos ser salvos.»
Atos 4.12
3. Aceite o presente da salvação que Deus lhe dá. Não tente conquistá-lo por seus méritos.
«Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie»
Efésios 2.8, 9
«Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.»
João 1.12, 13
 «Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.»
Apocalipse 3.20
Você permitirá que Ele o salve? Essa é a decisão mais importante que você jamais tomou. Por que não lhe dar seu coração agora? Admita sua necessidade. Reconheça sua obra. Aceite seu presente. Vá a Deus em oração e lhe diga: Sou um pecador e necessito de sua graça. Creio que Jesus morreu por mim na cruz. Aceito sua oferta de salvação. É uma oração simples com resultados eternos.

SUA RESPOSTA

Creio que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivente. Quero que Ele seja o Senhor de minha vida.   

Textos extraídos do Livro Ele escolheu você - Max Lucado  Editora Betania, Miami, FL, 2002   
Leia o livro

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Meu Deus e Eu no meu dia a dia"

Por Linda S.T.C. Pestana

Muitas pessoas pensam que seu relacionamento com Deus consiste em ir ao culto nos domingos. Pensam que esta prática semanal é o que Deus espera delas. É tudo o que devem fazer: ir ao culto. O problema com esta idéia é que o Novo Testamento não chama a reunião dominical de culto a Deus. Romanos 12.1 fala de oferecer nosso corpo como culto a Deus, como um sacrifício vivo, santo e agradável. Como eu uso meu corpo diariamente e todo o tempo, o culto a Deus é realizado diariamente e o tempo todo e não só aos domingos.
O propósito de Deus ao criar o homem era que este o obedecesse e adorasse. Era assim que o homem cultuaria e se relacionaria com o seu Criador.
No Velho Testamento, o culto a Deus envolvia sacrifícios no templo, pelo menos duas vezes por dia, buscando perdão de pecados, purificação ou simplesmente para mostrar gratidão.
No Novo Testamento, os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade, sem depender de lugar e hora (João 4.24), pois seus corpos são templos de Deus (1 Co 6.19).
Também, não se faz mais os sacrifícios para perdão de pecados ou de purificação cerimonial, pois, Jesus já se ofereceu como sacrifício único e suficiente para que nosso acesso a Deus esteja totalmente livre.
No culto a Deus, só nos restaram os sacrifícios de gratidão. Com estes, obedecemos e adoramos o nosso Deus dia a dia.
Na reunião aos domingos, como família de Deus, nós celebramos o memorial que o Senhor Jesus instituiu e anunciamos a Sua morte até que Ele venha.
Como é que podemos nos relacionar com Deus, adorando-o dia a dia? Pesquisando o Novo Testamento sobre os atuais sacrifícios de culto que devemos oferecer a Deus, encontramos cinco idéias que dizem como podemos adorar a Deus no dia a dia.
1) Ver e imitar Jesus (Ef 5.1,2). De acordo com este texto, cultuar a Deus dia a dia é amar como Cristo amou. Jesus se ofereceu por nós como oferta e sacrifício que agradou a Deus. Assim, precisamos ler os Evangelhos para ver, conhecer e imitar Jesus. Precisamos ouvi-lo e praticar o que ele ensinou. Se a vida dele oferecida a Deus em nosso favor agradou ao Pai, então também nós agradaremos a Deus, quando usarmos nossas vidas amando as pessoas. Estaremos imitando Jesus ao oferecer nossas vidas em oferta e sacrifício a Deus, amando aos outros.
2) Viver e morrer (Fp 2.17 e 2 Tm 4.6). Cultuar Deus no dia a dia é entender e assumir o fato que tudo é para Deus. Nosso viver e até nosso morrer são de Deus, por Deus e para Deus. Em seus dois aprisionamentos em Roma, Paulo comparou sua morte iminente com a libação de um sacrifício (Fp 2.17 e 2 Tm 4.6). Libação era o vinho derramado sobre um sacrifício que estava sendo oferecido a Deus. Assim, Paulo estava dizendo que sua morte seria um ato de adoração a Deus como também ele já vivia nesta constante adoração. A vida e a morte do discípulo de Jesus são oferecidos como sacrifício a Deus, que completa e se associa com os sacrifícios e esforços de outros. Não vivemos para nós mesmos e nem morremos para nós mesmos, tudo agora é para o Senhor (Rm 14.8)
3) Falar e fazer (Hb 13.15,16). Oferecer sacrifícios diários a Deus envolve o louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome, ou seja, o nosso falar. Também nestes versos, os sacrifícios diários de adoração envolvem a prática do bem e a mútua cooperação, ou seja, o nosso fazer. Falar e fazer, tudo para agradar a Deus. Orar sem cessar ... em tudo dai graças. Orar pelos que sofrem ... cantar louvores com os que estão alegres. Testemunhar a fé por meio de obras de amor aos outros ... e pregar o evangelho de Jesus. Cooperar com os que estão tentando trabalhar ... e servir a todos na igreja. Fazer o bem a quem não merece ... e fazer tudo o que Deus merece. Falar e fazer: tudo para a glória de Deus (Cl 3.17).
4) Ajudar e ofertar (Fp 4.18; Rm 15.16). Em Filipenses 4.18, Paulo fala que a ajuda financeira que a igreja de Filipos tinha enviado a ele, tinha sido encarada por Deus como uma oferta sacrificial de aroma suave, um sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Já em Romanos 15.16, ainda falando sobre ofertas financeiras, ele diz que trabalhava entre os gentios para que a oferta financeira que eles fizeram a Deus fosse aceitável e agradasse a Deus. Destes textos vemos que as ofertas a Deus são parte de nossos sacrifícios vivos a Deus. Neste assunto, a mulher cristã tem uma grande participação e missão, pois ela pode ajudar outros a terem condições de ofertar! Ela pode economizar e incentivar o resto da família a fazer o mesmo para que possam ofertar mais a Deus. Ao invés da mulher cristã buscar o que gosta, o que quer ou mesmo o que precisa, ela pode viver com menos e ofertar mais. A mulher que cozinha, lava louça, limpa a casa e faz toda sorte de tarefas da rotina doméstica, sem murmurar, e com gratidão a Deus, está oferecendo a Deus um sacrifício vivo santo e agradável. Assim, cada economia do dia a dia toma-se culto a Deus e não apenas uma atitude previdente.
5) Santificar-se e proclamar ( 1 Pe 2.5, 9,10). Agradamos a Deus no dia a dia sendo este sacerdócio santo, que vive em santidade, age como propriedade exclusiva de Deus e tem o alvo único de proclamar as virtudes de Deus, que nos tirou das trevas e nos trouxe para a luz. Santidade e pregação são o alvo de quem quer andar com Deus dia a dia e agradar a Deus.
Conclusão: O texto que nos levou a estas considerações, Romanos 12.1, indica claramente que é no dia a dia que oferece- mos tudo que agrada a Deus. Infelizmente, muitas de nós não acreditam que Deus esteja notando e se importando com nossas ações e nosso culto a ele. No entanto, Deus vê tudo o que fazemos e nunca devemos desmerecer nossos atos de fé para com Deus. Um exemplo disso é o primeiro registro da Bíblia de alguém que ofereceu algo agradável a Deus: Abel. Segundo Hebreus 11.4 seu sacrifício não ficou no esquecimento: por meio desta fé demonstrada no seu sacrifício, ele fala ainda hoje! Há muito valor no que se oferece a Deus.
"Era o inverno de 1489. Um dos mais frios que já houve na cidade de Florença, Itália. Tudo estava coberto de neve e o coração de Michelângelo estava muito apertado, pois, o seu patrocinador, Lorenzo de Medici, Granduque de Florença, faleceu. O filho, Duque Piero, não entendia nada da arte de Michelângelo e não estava interessado em patrocinar suas esculturas.
Um dia, o novo Duque resolveu dar uma grande festa no palácio e lembrou-se de Michelângelo. Chamou-o e pediu-lhe que fizesse uma grande escultura de uma estátua. O duque lhe disse que podia usar o material que estava no jardim. Michelângelo ficou super animado, mas ao chegar ao jardim, viu que só havia gelo!
Não sabemos o que Michelângelo sentiu. O que você sentiria? Raiva? Frustração? Ofensa? Perda de tempo? Era digno o esforço em esculpir o gelo que ia derreter?
O fato é que ele começou a trabalhar sem demora. Horas e horas se passavam e Michelângelo amontoava gelo sobre gelo, até formar um enorme bloco de gelo, para então, começar a esculpir.
Começou no topo (geralmente a escultura é feita de baixo para cima). Michelângelo não parou, mesmo sabendo que aquilo podia ser uma piada e que logo ia derreter. Ele tinha decidido que se o que ele fizesse pudesse tomar Florença mais bonita, mesmo que por algumas horas, ele ia pôr seu coração nisso.
A obra estava terminada. Os convidados chegaram. Ao invés de risadas, houve um sufocante silêncio entre todos. A estátua parecia respirar, andar. Era uma representação fantástica de Davi, da Bíblia. Com isso, o próprio duque Piero deu-lhe o mármore onde a réplica desta escultura foi feita por Michelângelo.
Há 500 anos, milhões de pessoas já foram a Florença ver essa obra magnífica, que foi feita inicialmente no gelo e pesa aproximadamente seis toneladas de mármore.
Em nossa vida, muitas vezes nos sentimos como Michelângelo: esculpindo em gelo e perdendo tempo e esforços com algo que nem vai permanecer.
É o que sentimos no trabalho, diante de um chefe que não nos valoriza; pais sentem isto criando filhos rebeldes e ingratos; jogadores sentem isto durante um jogo em que seu time está perdendo feio; filhos sentem isto, cuidando de pais idosos que não melhoram, nem dizem obrigado!
Tudo isso, como cada ato de fé e perseverança, têm muito valor aos olhos de Deus. São os nossos sacrifícios de ações de graças, de fé. Nosso corpo sendo usado para culto a Deus como sacrifício vivo santo e agradável.
Façamos o melhor com o gelo que recebemos, com tudo o que temos, oferecendo-os a Deus, todos os dias de nossas vidas.
A estátua de gelo virou mármore. Os nossos sacrifícios diários a Deus terão efeito eterno.

Copyright © 2004 Revista Mulher Cristã. Publicado com a devida autorização e com todos os direitos reservados pela Revista Mulher Cristã.