Mostrando postagens com marcador amor de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor de Deus. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fugindo das Vozes

de Max Lucado
 
Você deseja ter sucesso? Aqui está seu modelo. Deseja obter realizações na vida? Aqui está o protótipo. Quer estar sob os holofotes, sob a atenção da imprensa, deseja bajulação? Considere o artigo principal na primeira página do maior jornal diário dos Estados Unidos.
Era uma caricatura da "Miss América". A informação "vital" das 51 participantes foi compilada a fim de apresentar a mulher perfeita. Ela tinha cabelos e olhos castanhos, sabia cantar e tinha medidas perfeitas: 90-60-90. Era ideal para ser a Miss América.
A mensagem é ostentada na página: "Esse é o padrão para a mulher americana". A implicação é clara: faça o que for preciso para ficar como ela, enrijeça as pernas, torneie suas coxas, ajeite o cabelo, melhore a maneira como anda.
Nenhuma referência é feita em relação às suas convicções, à sua honestidade ou ao seu Deus. Mas, com certeza, disseram a você o tamanho do quadril dela.
Numa fotografia pequena, 10 centímetros para a esquerda, está outra mulher, com o rosto fino, pele enrugada, parecendo um pedaço de couro. Sem nenhuma maquiagem, pó ou batom. Leva um sorriso débil nos lábios e um lampejo no olhar. Parece pálida, talvez seja minha imaginação ou talvez seja verdade. A notícia diz: "Madre Teresa: em estado grave".[1]
Você conhece a história de Madre Teresa. Quando ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 1985, ela doou os 200 mil dólares para os pobres de Calcutá; quando um empresário lhe comprou um carro novo,
ela o vendeu e deu o dinheiro para os menos privilegiados. Não ganhou nada e não possuiu nada.
Duas mulheres: Miss América e Madre Teresa. Uma caminha pela passarela; a outra trabalhava em becos. Duas vozes: uma promete coroas, flores e multidões; a outra serviço, redenção e alegria.
Não tenho nada contra modelos bonitas, embora eu tenha algumas reservas sobre elas, mas tenho algo contra as vozes mentirosas que atordoam nosso mundo.
Você já as ouviu. Elas dizem para trocar sua integridade por uma nova liquidação, barganhar suas convicções por um acordo fácil, trocar a devoção por uma emoção rápida.
Elas sussurram, insistem, escarnecem, atormentam, tentam conquistar, elogiam:
— Tudo bem, vá em frente!
— Espere até amanhã.
     Não se preocupe, ninguém vai saber.
     Como pode algo tão bom ser tão ruim?
As vozes da multidão.
Nossas vidas são a Wall Street do caos, são as bolsas de valores dos muitos pedidos enlouquecidos. Homens e mulheres adultos vociferam num esforço frenético de conquistar tudo o que podem antes que o tempo se acabe. Compre, venda, comercialize, troque, faça qualquer coisa, mas faça rápido e para que todos possam ver.
Um carnaval de ternos cinzas flanelados onde ninguém sorri, mas todos fazem suas investidas.
Um coral infindável de vozes explosivas: algumas oferecendo, outras tomando para si e todas gritando.
O que fazemos com essas vozes?
Enquanto trabalho neste manuscrito, estou usando uma escrivaninha no quarto do hotel. Estou longe de casa, longe das pessoas que me conhecem, longe dos membros da família que me amam.
As vozes que encorajam e afirmam estão distantes.
Porém, as vozes que atormentam e seduzem estão muito próximas. Embora no quarto esteja tudo quieto, se eu escutar, essas vozes são bem claras. Um folheto no criado-mudo me convida para um passeio no saguão do hotel, onde posso "fazer novos amigos em um ambiente relaxante". Uma propaganda no topo da televisão promete que o pedido de um filme pay-per-view para maiores de idade transformará todas as minhas "fantasias em realidade". Na lista telefônica, várias colunas de serviços de acompanhantes oferecem "amor longe de casa". Um volume atraente, em letras douradas, na gaveta do criado-mudo, acena: O Livro de Mórmom – O Outro Testamento de Jesus Cristo. Na televisão, um apresentador de programa de entrevistas discute o tópico do dia: "Como se dar bem fazendo sexo no escritório".
Vozes, algumas por prazer, outras por poder.
Algumas prometem aceitação, outras prometem carinho. Todas têm algo para oferecer.
Mesmo as vozes que Jesus ouviu prometiam algo.
"Quando a multidão viu o milagre que Jesus tinha feito, começou a dizer: `Com certeza este é o Profeta que devia vir ao mundo'. " [2]
Para um observador distante, essas são as vozes da vitória. Para o ouvido mal treinado, esses são sons do triunfo. O que poderia ser melhor? Cinco mil pessoas, mais mulheres e crianças proclamando ser Cristo "o Profeta". Milhares de vozes avolumando-se em um ruído de avivamento, em uma aclamação de adoração.
As pessoas tinham tudo que precisavam para uma revolução.
Tinham um inimigo: Herodes. Tinham um mártir: João Batista. Tinham liderança: os discípulos. Tinham muitos suprimentos: o multiplicador de pães. E eles tinham um rei: Jesus de Nazaré.
Por que esperar? A hora havia chegado. O reino de Israel seria restaurado. As pessoas tinham ouvido a voz de Deus.
— Rei Jesus — alguém proclamou. E a multidão repetia, concordando.
Um coro, aclamando poder, contagiava. Não precisavam de cruz, nem de sacrifício. Um exército de discípulos seguindo as pegadas de Jesus. Poder para mudar o mundo sem ter de morrer fazendo isso.
A vingança seria doce. Aquele que tomou a cabeça de João Batista está a apenas alguns metros de distância. Pergunto-me se ele alguma vez já sentiu uma lâmina fria roçar seu pescoço.
Sim, Jesus ouviu essas vozes. Ele ouviu a sedução. Entretanto, também ouviu mais alguém.
E quando Jesus o ouviu, ele o buscou:
"Sabendo Jesus que a multidão estava com a idéia de pegá-lo à força para fazê-lo rei, voltou sozinho para o monte. " [3]
Jesus preferiu estar sozinho com o verdadeiro Deus a ficar junto à multidão de pessoas equivocadas.
A lógica não disse a ele para despedir a multidão. A sabedoria convencional não lhe disse para virar as costas ao exército desejoso. Não, não era uma voz de fora que Jesus ouviu, era uma voz interior.
A marca de ovelha era o que lhe tornava capaz de ouvir a voz do Pastor.
"O vigia abre a porta para ele e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. " [4]
A marca de um discípulo é a sua capacidade de ouvir a voz do Mestre.
"Escutem, eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comerá comigo. " [5]
O mundo soca a mão na sua porta; Jesus apenas bate. As vozes gritam por sua adesão; Jesus mansamente pede. O mundo promete prazer rápido; Jesus promete um jantar tranqüilo... com Deus. "Entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comerá comigo".
Qual voz você escuta?
Deixe-me dizer algo importante. Não há um momento em que Jesus não esteja falando. Nenhum sequer. Não existe um lugar em que Jesus não esteja presente, nenhum sequer. Nunca haverá um quarto muito escuro... um saguão muito envolvente... um escritório muito sofisticado... que o terno Amigo, sempre marcando presença e que sempre nos acompanha, implacavelmente não esteja lá, batendo à porta dos nossos corações, com toda gentileza, esperando ser convidado a entrar.
Poucos ouvem essa voz. Um número ainda menor abre a porta.
Todavia, não interprete nossa insensibilidade como a ausência dele. Cercada de promessas evanescentes de prazer, está a promessa eterna de sua presença.
"E eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos. " [6]"Eu nunca o deixarei; eu jamais o abandonarei." [7]
'
Não há qualquer outro coro que soe tão alto a ponto de não permitir que a voz de Deus seja ouvida... se decidirmos ouvi-la. É o que acontece nesse hotel.
Demorei alguns minutos para encontrá-la, mas encontrei. Não estava tão visível como o folheto do saguão ou o aviso do filme. Mas estava lá. Não era tão ornamentada como a bíblia dos Mórmons ou tão atraente como a propaganda de acompanhantes. Mas eu desistiria de todas essas mentiras de uma vez por todas, para ficar com a paz que encontrei nesse tesouro.
Uma Bíblia. Uma simples Bíblia deixada ali pelos Gideões. Gastei alguns minutos para encontrá-la, mas finalmente encontrei. E quando a vi, abri em uma das minhas passagens favoritas:
"Não se admirem disso, porque está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos. Aqueles que fizeram o bem, vão ressuscitar para a vida eterna. Mas aqueles que fizeram o mal, vão ressuscitar para ser condenados. " [8]
Interessante. Um dia virá em que todos ouvirão a voz dele. Haverá um dia em que todas as outras vozes serão silenciadas, e somente a voz dele será ouvida.
Alguns escutarão sua voz desde o primeiro instante. Não é que ele nunca tenha se pronunciado, mas é que eles nunca a ouviram. Para esses, a voz de Deus será a voz de um estranho. Eles a ouvirão uma vez e nunca mais. Vão passar a eternidade fugindo das vozes que seguiram na terra.
Mas os outros serão chamados de seus túmulos por uma voz familiar, pois são ovelhas que conhecem seu pastor, são servos que abriram a porta quando Jesus bateu.
Nesse dia, a porta se abrirá novamente. Somente dessa vez. E não será Jesus que entrará em nossa casa; seremos nós que entraremos na casa dele.

Copyright © 2004 Editora Vida Cristã. Todos os direitos reservados. Reproduzido com a devida autorização.
O livro de Max Lucado do qual este capítulo foi extraído, "Um Dia Na Vida De Jesus", pode ser encomendado da Editora Vida Cristã selecionando a capa do livro ao lado: 

[Para mais meditações de Max Lucado visite o site http://www.iluminalma.com.br/]


[1] Ann Trebbe e Valerie Helmbreck, “ ‘Ideal’ is body beautiful and ‘clean cut’”,USA Today, 15 de setembro de 1989.
[2] João 6:14
[3] João 6:15
[4] João 10:3
[5] Apocalipse 3:20
[6] Mateus 28:20
[7] Hebreus 13:5
[8] João 5:28-29
O Grande Amor de Deus 
 
de Max Lucado


Centenas de metros abaixo da minha cadeira há uma lagoa, uma caverna subterrânea de água cristalina conhecida como o Lençol Freático de Edwards. Nós Texanos do sul do estado sabemos muito sobre este lençol. Nós conhecemos seu comprimento (280 quilômetros). Nós conhecemos seu fluxo (de oeste para leste, exceto debaixo de San Antonio, onde corre de norte para sul). Nós sabemos que a água é pura. Fresca. Ela irriga fazendas e gramados e abastece piscinas e sacia a sede. Nós sabemos muito sobre o lençol d’água.
Mesmo conhecendo tantos fatos, há um essencial que não fazemos idéia. Nós não sabemos seu tamanho. A profundidade da caverna? Um mistério. Número de litros? Incomensurável. Ninguém sabe a quantidade de água que o lençol contém.
Assistindo o boletim meteorológico noturno você pensaria o contrário. Os meteorologistas dão atualizações regulares no nível do lençol freático. Dá-se a impressão que a quantidade de água é calculada. “A verdade é”, um amigo me explicou, ‘ninguém sabe quanta água tem lá embaixo.”
Será que é possível? Eu decidi descobrir. Eu chamei um técnico em conservação hídrica. “É verdade”, ele confirmou. “Nós fazemos estimativas. Nós tentamos medir. Mas a quantidade exata? Ninguém sabe.” Impressionante. Nós a usamos, dependemos dela, pereceríamos sem ela …mas, Medi-la? Nós não conseguimos.”
Isto lhe faz lembrar outra piscina imensurável? Pode ser. Não uma piscina de água, mas uma piscina de amor. O amor de Deus. Lençol freático fresco. Tão puro como a neve de abril. Um gole relaxa a garganta sedenta e amolece o coração endurecido. Deixe uma vida imergir no amor de Deus e veja-a emergir limpa e transformada. Nós conhecemos o impacto do amor de Deus.
Mas o volume? Ninguém jamais o mediu.
Meteorologistas morais, preocupados se nós poderíamos esvaziar a provisão, sugerem o contrário. “Não beba profundo demais”, eles acautelam, recomendando porções racionadas. Afinal de contas, algumas pessoas bebem além da sua conta. Terroristas e traidores e aqueles que batem nas esposas, deixe tais vilões (salafrários, cafajestes ?) começar bebendo, e eles podem tomar demais.
Mas quem já conheceu as profundidades do amor de Deus? Somente Deus. “Quer ver o tamanho de meu amor?” ele convida. “Suba pelo caminho sinuoso de fora de Jerusalém. Siga os pontos de terra ensangüentada até chegar à colina. Antes de olhar para cima, pare e ouça-me sussurrar, ‘Isto é quanto amo eu você.’”
Músculos rasgados por chicote cobrem suas costas. Regatos de sangue descem pelo rosto dele. Os olhos e lábios dele estão fechados pelo inchaço. Punhados de barba foram arrancados. A dor é incendiante. Enquanto se enverga para aliviar a agonia das pernas, sua via aérea fecha. Ao ponto de sufocar, ele empurra músculos perfurados contra o prego e se arrasta para cima na cruz. Ele faz isso por horas. Dolorosamente, para cima e para baixo, até a força dele e as nossas dúvidas acabarem.
Deus lhe ama? Veja a cruz e veja sua resposta.
Deus o Filho morreu por você. Quem poderia ter imaginado tal presente? Na época quando Martinho Lutero estava tendo a Bíblia dele impressa na Alemanha, a filha de um tipógrafo encontrou o amor de Deus. Ninguém tinha lhe falado sobre Jesus. Por Deus, ela sentia nenhuma emoção, senão o medo. Um dia, ela juntou pedaços da Escritura caídos no chão. Num papel ela achou as palavras, “Porque Deus amou o mundo de tal forma que ele deu…” O resto do versículo ainda não havia sido impresso. Mesmo assim, o que ela viu foi o bastante para a comover. A idéia que Deus daria qualquer coisa a moveu de medo para alegria. A mãe dela notou a mudança de atitude. Quando perguntou a causa da felicidade dela, a filha tirou o pedaço amassado de parte do versículo do seu bolso. A mãe leu e perguntou, “O que foi que ele deu?” A criança estava perplexa por um momento e depois respondeu, “Eu não sei. Mas se Ele nos amou o bastante para nos dar qualquer coisa, nós não devemos ter medo dEle.”
Se Deus tivesse dado uma grande idéia, ou uma mensagem lírica, ou um cântico infinito … mas ele se deu. “Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” (Efé 5:2 NVI). Que espécie de devoção é esta? Procure a resposta na categoria “infalível.” A santidade de Deus exigia um sacrifício sem pecado, e o único sacrifício sem pecado era Deus o Filho. E, desde que o amor de Deus nunca deixa de pagar o preço necessário, ele o fez. Deus lhe ama com um amor infalível.
Inglaterra vislumbrou um amor parecido em 1878. A segunda filha da Rainha Victoria era a Princesa Alice. O filho dela, aos quatro anos, ficou infectado com uma aflição horrível conhecida como difteria preta. Os médicos quarentenaram o menino e avisaram a mãe para se manter afastada dele.
Mas ela não pôde. Um dia ela o escutou sussurrando para a enfermeira, “Por que minha mãe não me beija mais?” As palavras derreteram o coração dela. Ela correu ao filho e o cobriu de beijos. Dentro de alguns dias, ambos foram enterrados.
O que levaria uma mãe a fazer algo assim? O que levaria Deus a fazer algo maior? Amor. Ligue a maior ação de Deus ao maior atributo de Deus – o seu amor.
Mas como é que o amor de Deus se enquadra com o tema deste livro? Afinal de contas, “Não gira em torno de mim.” Se não gira em torno de mim – será que Deus se preocupa comigo? A prioridade de Deus é a glória dele. Ele ocupa o centro do palco, eu carrego as peças do cenário. Ele é a mensagem, eu sou apenas uma palavra. Isto é amor?
Sem dúvida. Você realmente quer o mundo revolvendo ao seu redor? Se “tudo gira em torno de você”, então “tudo é por sua conta”. Seu pai lhe poupa de um fardo tão grande. Enquanto você é valioso, você não é essencial. Você é importante, mas não indispensável.
Ainda não acha que isso é boa notícia?
Talvez uma história seria útil. Meu pai, um mecânico de campo de petróleo, nunca conheceu um carro que ele não pôde consertar. Esqueça de tacos de golfe ou raquetes de tênis, os brinquedos de meu pai eram alicates e chaves de fenda. Ele apreciava uma máquina acabada. Uma vez, enquanto ele estava nos dirigindo para visitar a irmã dele no Novo México, o carro soltou uma válvula. A maioria dos homens teria gemido todo o caminho até a oficina mecânica. Meu Pai, não. Ele chamou um caminhão de reboque e sorriu o resto do caminho até a casa da minha tia. Até hoje eu desconfio de sabotagem paterna. Uma semana de bate-papo familiar o repulsava. Mas uma semana debaixo do capuz? Esqueça do café e biscoitos. Dê-me o escape. Pai fez com um motor V-8 o que Patton fez com um pelotão--ele o fez funcionar.
Ó, se o mesmo pudesse ser dito do filho mais novo dele! Não pode. Meu problema com mecânicos começa com as duas extremidades do carro. Eu não consigo lembrar onde fica o motor. Qualquer um que confunde a estepe com a correia do ventilador provavelmente não tem talento para conserto de carro.
Minha ignorância deixou meu pai em uma posição precária. O que faz um mecânico qualificado com um filho que é qualquer coisa menos isso? Enquanto você começa a formular uma resposta, eu posso fazer esta pergunta – o que faz Deus conosco? Sob o cuidado dele, o universo funciona como um relógio Rolex. E os filhos dele? A maioria de nós temos dificuldade em manter as contas num talão de cheques. Então, o que é que ele faz?
Eu sei o que meu pai fazia. Muito para o crédito dele, ele me deixava ajudá-lo. Segurando alicates, limpando velas de ignição – ele me dava trabalhos para fazer. E ele sabia dos meus limites. Jamais ele disse, “Max, desmonte aquela transmissão, certo? Uma das engrenagens está quebrada.” Nunca disse isso. Em primeiro lugar, ele gostava da transmissão dele. Também, ele me amava. Ele me amava demais para me dar demais.
Deus faz assim. Ele conhece suas limitações. Ele está bem atento às suas fraquezas. Da mesma forma que você não poderia morrer pelos seus próprios pecados, você nem tampouco pode resolver a fome mundial. E, de acordo com ele, está tudo bem. O mundo não está dependendo de você. Deus lhe ama demais para dizer que é tudo gira em torno de você. Ele mantém o cosmos funcionando. Você e eu jogamos serragem nas manchas de óleo e o agradecemos pelo privilégio. Nós espiamos debaixo do capuz. Nós sabemos o que custa cuidar do mundo e sábios somos ao deixar nas mãos dele.
Dizer que não gira em torno de você não é dizer que você não é amado, muito pelo contrário. É porque Deus o ama que não gira em torno de você.
E, ó que amor isto é. É “maravilhoso demais para ser medido” (Efé. 3:19). Mas embora não possamos medi-lo, eu posso lhe exortar a confiar nele? Alguns de vocês têm tanta fome de um amor como este. Aqueles que deviam ter lhe amado não fizeram. Aqueles que poderiam ter-lhe amado não queriam. Você foi deixado no hospital, abandonado no altar. Deixado com uma cama vazia, deixado com um coração quebrado. Deixado com sua dúvida, “Será que alguém me ama”?
Por favor escute a resposta do céu. Enquanto você o observe na cruz, ouça Deus assegurar, “Eu lhe amo”.
Provavelmente um dia alguém achará o limite do lençol freático de água do Sul do Texas. Um submarino robótico, ou até mesmo um mergulhador; descerá pela água até que bata no chão firme. “Nós descobrimos as profundidades”, jornais anunciarão. Alguém dirá o mesmo do amor de Deus? Não. Quando o assunto é água, nós acharemos o limite. Mas quando é o amor dele, nós nunca o iremos.

Copyright © 2004 Max Lucado.
Integrity Publishers, Nashville, Tn.
Reproduzido com permissão.
[ Para mais meditações de Max Lucado
visite o site
www.iluminalma.com.br]

segunda-feira, 8 de agosto de 2011



DANDO TUDO QUE SE TEM

O homem atrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu pra ver o colar de turquesa azul.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito - Diz ela.
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto dinheiro você tem?
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.  Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse:
- Isso dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, quero dar esse presente para minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. È aniversario dela, e tenho certeza de que ela ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.
O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.
- Tome – disse á garota. – Leve-o com cuidado.
Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Si, senhora.
- E quanto custou?
- Ah! – exclamou o dono da loja. – O preço de qualquer produto da minha loja é confidencial entre o vendedor e o cliente.
A moça continuou:
- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para paga-lo!
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com estremo carinho, colocou a fita e o devolveu á jovem.
- Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar: ela deu tudo o que tinha.
O silêncio encheu a pequena loja, e duas lagrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.
A verdadeira doação significa dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. Seja sempre grato; mas não espere reconhecimento de ninguém. Gratidão com amor não apenas aquece quem recebe, como reconforta que oferece.

 Jesus te ama.
 
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. João 15:13.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Romanos 8:32.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mostrando o Amor de Deus

de Alan Smith
 
Doug Nichols foi para a Índia para ser um missionário. Porém, mal ele começou a estudar o idioma, e ficou infectado com tuberculose e foi colocado numa enfermaria. Não era um lugar muito bom. O local era sujo e as condições eram difíceis porque havia tantas pessoas doentes. Mesmo assim, Doug decidiu fazer o melhor que podia diante da situação. Ele levou uns livros e panfletos Cristãos e tentou compartilhar o evangelho com os outros pacientes na enfermaria.
Quando ele tentou distribuir os panfletos, ninguém os quis. Ele tentou entregar livros, mas ninguém os levaria. Ele tentou falar com os outros pacientes, mas esbarrou na barreira do idioma que ele mal falava. Assim, ele sentiu-se muito desanimado.
Lá ele estava, preso numa situação horrível. Por motivo da doença, ele sabia que estaria naquela enfermaria por muito tempo. Mas, parecia que o trabalho que Deus o havia enviado a fazer não seria feito, porque ninguém o escutaria.
Todas os dias aproximadamente às 2:00 da manhã, Doug acordava com uma tosse crônica que não parava. Uma noite quando ele acordou tossindo, notou do outro lado do corredor um homem velho tentando sair da cama. O homem ficava todo encolhido e balançava para frente e para trás, tentando se levantar. Infelizmente, o velhinho não conseguia. Estava muito fraco.
Finalmente, depois de várias tentativas, o velho paciente se deitou e chorou. Ao amanhecer daquele dia, Doug entendeu por que o homem estava lamentando. Ele estivera tentando se levantar para ir ao banheiro e não teve bastante força para fazer isso. A cama dele ficou suja e havia um fedor no ar.
Os outros pacientes riram da situação do velho. As enfermeiras vieram limpar a cama dele, mas, o mal trataram, e uma delas até deu no rosto dele. Doug disse que o velhinho simplesmente se deitou e chorou.
Doug conta assim sobre a noite seguinte: “Na noite seguinte, por volta das 2 horas, eu comecei tossindo novamente. Eu olhei para a outra sala e lá estava o velhinho, mais uma vez tentando sair da cama. Eu realmente não quis fazer, mas de alguma maneira eu consegui me levantar e caminhei para o outro lado do corredor e ajudei aquele senhor a ficar em pé.” Porém ele estava fraco demais para caminhar.
Doug descreve o que segue assim: “Eu o levantei em meus braços e o levei como um bebê. Ele era tão leve que não foi tarefa difícil. Eu o levei ao banheiro que era nada mais que um buraco sujo no chão, e eu fiquei em pé atrás dele o segurando em meus braços enquanto ele cuidou das suas necessidades. Então eu o levei de volta à cama dele e o deitei. Quando eu virei para ir embora ele se agarrou a mim, puxou meu rosto e me beijou na bochecha e disse o que eu entendi como ‘obrigado.’”
“Na manhã seguinte, havia pacientes esperando quando eu acordei, e eles perguntaram se eles podiam ler algunos dos livros e panfletos que eu tinha trazido. Outros perguntaram sobre o Deus que eu adorava e seu Filho unigênito que veio ao mundo para morrer por nossos pecados.
Doug Nichols diz que nas semanas seguintes ele distribuiu toda a literatura que ele tinha trazido, e muitos dos médicos, enfermeiras e pacientes naquela enfermaria também vieram a conhecer Jesus Cristo.
Doug conclui a história dele com estas palavras: “Então, o que foi que eu fiz? Eu não preguei um sermão. Eu nem sequer pude me comunicar no idioma deles. Eu não tinha uma lição bem elaborada para lhes ensinar. Eu não tinha coisas maravilhosas para oferecer. Tudo que eu fiz foi levar um Senhor velho ao banheiro – e qualquer um pode fazer isso.”
“Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” (1 João 4:7-8)
O que você pode fazer para expressar o amor de Deus a alguma pessoa perto de você hoje?

http://www.iluminalma.com.br/vec/1009/09-mostrando.html