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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Meu Deus e Eu no meu dia a dia"

Por Linda S.T.C. Pestana

Muitas pessoas pensam que seu relacionamento com Deus consiste em ir ao culto nos domingos. Pensam que esta prática semanal é o que Deus espera delas. É tudo o que devem fazer: ir ao culto. O problema com esta idéia é que o Novo Testamento não chama a reunião dominical de culto a Deus. Romanos 12.1 fala de oferecer nosso corpo como culto a Deus, como um sacrifício vivo, santo e agradável. Como eu uso meu corpo diariamente e todo o tempo, o culto a Deus é realizado diariamente e o tempo todo e não só aos domingos.
O propósito de Deus ao criar o homem era que este o obedecesse e adorasse. Era assim que o homem cultuaria e se relacionaria com o seu Criador.
No Velho Testamento, o culto a Deus envolvia sacrifícios no templo, pelo menos duas vezes por dia, buscando perdão de pecados, purificação ou simplesmente para mostrar gratidão.
No Novo Testamento, os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade, sem depender de lugar e hora (João 4.24), pois seus corpos são templos de Deus (1 Co 6.19).
Também, não se faz mais os sacrifícios para perdão de pecados ou de purificação cerimonial, pois, Jesus já se ofereceu como sacrifício único e suficiente para que nosso acesso a Deus esteja totalmente livre.
No culto a Deus, só nos restaram os sacrifícios de gratidão. Com estes, obedecemos e adoramos o nosso Deus dia a dia.
Na reunião aos domingos, como família de Deus, nós celebramos o memorial que o Senhor Jesus instituiu e anunciamos a Sua morte até que Ele venha.
Como é que podemos nos relacionar com Deus, adorando-o dia a dia? Pesquisando o Novo Testamento sobre os atuais sacrifícios de culto que devemos oferecer a Deus, encontramos cinco idéias que dizem como podemos adorar a Deus no dia a dia.
1) Ver e imitar Jesus (Ef 5.1,2). De acordo com este texto, cultuar a Deus dia a dia é amar como Cristo amou. Jesus se ofereceu por nós como oferta e sacrifício que agradou a Deus. Assim, precisamos ler os Evangelhos para ver, conhecer e imitar Jesus. Precisamos ouvi-lo e praticar o que ele ensinou. Se a vida dele oferecida a Deus em nosso favor agradou ao Pai, então também nós agradaremos a Deus, quando usarmos nossas vidas amando as pessoas. Estaremos imitando Jesus ao oferecer nossas vidas em oferta e sacrifício a Deus, amando aos outros.
2) Viver e morrer (Fp 2.17 e 2 Tm 4.6). Cultuar Deus no dia a dia é entender e assumir o fato que tudo é para Deus. Nosso viver e até nosso morrer são de Deus, por Deus e para Deus. Em seus dois aprisionamentos em Roma, Paulo comparou sua morte iminente com a libação de um sacrifício (Fp 2.17 e 2 Tm 4.6). Libação era o vinho derramado sobre um sacrifício que estava sendo oferecido a Deus. Assim, Paulo estava dizendo que sua morte seria um ato de adoração a Deus como também ele já vivia nesta constante adoração. A vida e a morte do discípulo de Jesus são oferecidos como sacrifício a Deus, que completa e se associa com os sacrifícios e esforços de outros. Não vivemos para nós mesmos e nem morremos para nós mesmos, tudo agora é para o Senhor (Rm 14.8)
3) Falar e fazer (Hb 13.15,16). Oferecer sacrifícios diários a Deus envolve o louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome, ou seja, o nosso falar. Também nestes versos, os sacrifícios diários de adoração envolvem a prática do bem e a mútua cooperação, ou seja, o nosso fazer. Falar e fazer, tudo para agradar a Deus. Orar sem cessar ... em tudo dai graças. Orar pelos que sofrem ... cantar louvores com os que estão alegres. Testemunhar a fé por meio de obras de amor aos outros ... e pregar o evangelho de Jesus. Cooperar com os que estão tentando trabalhar ... e servir a todos na igreja. Fazer o bem a quem não merece ... e fazer tudo o que Deus merece. Falar e fazer: tudo para a glória de Deus (Cl 3.17).
4) Ajudar e ofertar (Fp 4.18; Rm 15.16). Em Filipenses 4.18, Paulo fala que a ajuda financeira que a igreja de Filipos tinha enviado a ele, tinha sido encarada por Deus como uma oferta sacrificial de aroma suave, um sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Já em Romanos 15.16, ainda falando sobre ofertas financeiras, ele diz que trabalhava entre os gentios para que a oferta financeira que eles fizeram a Deus fosse aceitável e agradasse a Deus. Destes textos vemos que as ofertas a Deus são parte de nossos sacrifícios vivos a Deus. Neste assunto, a mulher cristã tem uma grande participação e missão, pois ela pode ajudar outros a terem condições de ofertar! Ela pode economizar e incentivar o resto da família a fazer o mesmo para que possam ofertar mais a Deus. Ao invés da mulher cristã buscar o que gosta, o que quer ou mesmo o que precisa, ela pode viver com menos e ofertar mais. A mulher que cozinha, lava louça, limpa a casa e faz toda sorte de tarefas da rotina doméstica, sem murmurar, e com gratidão a Deus, está oferecendo a Deus um sacrifício vivo santo e agradável. Assim, cada economia do dia a dia toma-se culto a Deus e não apenas uma atitude previdente.
5) Santificar-se e proclamar ( 1 Pe 2.5, 9,10). Agradamos a Deus no dia a dia sendo este sacerdócio santo, que vive em santidade, age como propriedade exclusiva de Deus e tem o alvo único de proclamar as virtudes de Deus, que nos tirou das trevas e nos trouxe para a luz. Santidade e pregação são o alvo de quem quer andar com Deus dia a dia e agradar a Deus.
Conclusão: O texto que nos levou a estas considerações, Romanos 12.1, indica claramente que é no dia a dia que oferece- mos tudo que agrada a Deus. Infelizmente, muitas de nós não acreditam que Deus esteja notando e se importando com nossas ações e nosso culto a ele. No entanto, Deus vê tudo o que fazemos e nunca devemos desmerecer nossos atos de fé para com Deus. Um exemplo disso é o primeiro registro da Bíblia de alguém que ofereceu algo agradável a Deus: Abel. Segundo Hebreus 11.4 seu sacrifício não ficou no esquecimento: por meio desta fé demonstrada no seu sacrifício, ele fala ainda hoje! Há muito valor no que se oferece a Deus.
"Era o inverno de 1489. Um dos mais frios que já houve na cidade de Florença, Itália. Tudo estava coberto de neve e o coração de Michelângelo estava muito apertado, pois, o seu patrocinador, Lorenzo de Medici, Granduque de Florença, faleceu. O filho, Duque Piero, não entendia nada da arte de Michelângelo e não estava interessado em patrocinar suas esculturas.
Um dia, o novo Duque resolveu dar uma grande festa no palácio e lembrou-se de Michelângelo. Chamou-o e pediu-lhe que fizesse uma grande escultura de uma estátua. O duque lhe disse que podia usar o material que estava no jardim. Michelângelo ficou super animado, mas ao chegar ao jardim, viu que só havia gelo!
Não sabemos o que Michelângelo sentiu. O que você sentiria? Raiva? Frustração? Ofensa? Perda de tempo? Era digno o esforço em esculpir o gelo que ia derreter?
O fato é que ele começou a trabalhar sem demora. Horas e horas se passavam e Michelângelo amontoava gelo sobre gelo, até formar um enorme bloco de gelo, para então, começar a esculpir.
Começou no topo (geralmente a escultura é feita de baixo para cima). Michelângelo não parou, mesmo sabendo que aquilo podia ser uma piada e que logo ia derreter. Ele tinha decidido que se o que ele fizesse pudesse tomar Florença mais bonita, mesmo que por algumas horas, ele ia pôr seu coração nisso.
A obra estava terminada. Os convidados chegaram. Ao invés de risadas, houve um sufocante silêncio entre todos. A estátua parecia respirar, andar. Era uma representação fantástica de Davi, da Bíblia. Com isso, o próprio duque Piero deu-lhe o mármore onde a réplica desta escultura foi feita por Michelângelo.
Há 500 anos, milhões de pessoas já foram a Florença ver essa obra magnífica, que foi feita inicialmente no gelo e pesa aproximadamente seis toneladas de mármore.
Em nossa vida, muitas vezes nos sentimos como Michelângelo: esculpindo em gelo e perdendo tempo e esforços com algo que nem vai permanecer.
É o que sentimos no trabalho, diante de um chefe que não nos valoriza; pais sentem isto criando filhos rebeldes e ingratos; jogadores sentem isto durante um jogo em que seu time está perdendo feio; filhos sentem isto, cuidando de pais idosos que não melhoram, nem dizem obrigado!
Tudo isso, como cada ato de fé e perseverança, têm muito valor aos olhos de Deus. São os nossos sacrifícios de ações de graças, de fé. Nosso corpo sendo usado para culto a Deus como sacrifício vivo santo e agradável.
Façamos o melhor com o gelo que recebemos, com tudo o que temos, oferecendo-os a Deus, todos os dias de nossas vidas.
A estátua de gelo virou mármore. Os nossos sacrifícios diários a Deus terão efeito eterno.

Copyright © 2004 Revista Mulher Cristã. Publicado com a devida autorização e com todos os direitos reservados pela Revista Mulher Cristã.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quando a fé supera o inesperado

O dom da fé é a capacidade de prever o que precisa ser feito e confiar em Deus para conseguir fazer ainda que pareça impossível para a maioria das pessoas.

Pessoas com o dom da fé confiam em Deus em situações difíceis e até mesmo impossíveis quando outros estão prontos a entregar os pontos. Estas pessoas são frequentemente visionários que sonham grandes sonhos, oram grandes orações, e tentam grandes coisas para Jesus. Também tendem a ser otimistas, esperançosas, perseverantes, orientadas a mudanças e focadas no futuro. Estas pessoas também tendem a ser muito convincentes quanto à verdade das Escrituras porque elas próprias estão convencidas da verdade e do poder de Deus e da Sua Palavra.


Marcos 5. 21 Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se encontrar com ele na praia. 22 Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, 23 pedindo com muita insistência: - A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela pare que sare e viva! 24 E Jesus foi com ele. Uma grande multidão foi junto e o apertava de todos os lados. 35 Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram: - Seu Jairo a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre. 36 Mas Jesus não se importou com a noticia e disse a Jairo: - Não tenha medo; tenha fé!
37 Jesus deixou que fossem com ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais.
38 Quando entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos chorando alto e gritando.
39 Então ele disse: - Porque tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela esta dormindo.
40 Então eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava.
41 Pegou-a pela mão e disse: - “Talita cumi!” (Isto quer dizer:”Menina, eu digo digo a você: Levante-se!”).
42 No mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E todos ficaram muito admirados.
43 Então Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou que dessem comida á menina.

Todos compartilham a mesma limitação no que diz respeito ao porvir, somos completamente ignorantes e cegos em relação ao nosso futuro.

Por isso o temor, quando somos surpreendidos por alguma adversidade, e levados por um caminho não planejado, uma virada brusca, uma guinada, a exemplo do que aconteceu na família de Jairo.

Nesses momentos damos conta que nossa influência, nossas possessões ou todos os privilégios que desfrutamos, não podem mudar de fato os acontecimentos, e nos sentimos indefesos.

Somente através da fé, em alguém com poder sobrenatural, que vai além das circunstâncias, que vai além do limite da nossa visão e que conhece o fim desde o principio, pode-nos trazer alguma luz, só em Jesus encontramos paz quando tudo ao redor esta em total confusão.

Somente pela fé em Jesus, venceremos o inesperado.

Quando a Ele levamos nossos cuidados, ele nos conforta dizendo: - Não tenha medo!
Confie em mim.

Aprendamos que em Jesus podemos através da fé alcançar a solução dos problemas, que de forma inesperada nos atingem, mesmo quando tudo em volta diz o contrario, devemos ouvir a voz de Deus.

Jairo se despiu de todos os recursos naturais, de sua posição e tudo mais, e pela fé foi ate Jesus e se viu livre de seus temores, vivendo assim uma das maiores experiências de fé narradas na Bíblia.


Quando somos afligidos por algum problema, quase sempre vai haver aqueles que tentarão nos desencorajar face as nossas impossibilidades, Jesus não leva em conta o que pensam ou dizem tais pessoas, pois conhece nossas limitações, e quanto aos incrédulos, não participam das bênçãos e do seu grande amor.  Quando nele colocamos nossa confiança ele toma em suas mãos os nossos problemas, trazendo logo a solução.

Jesus é a ressurreição e a vida, o príncipe da vida, o Senhor poderoso, os principados estão sob os seus pés, em suas mãos esta todo o poder, Ele venceu a morte, tem nas mãos as chaves do inferno; ousemos pela fé levarmos a Ele os nossos cuidados e temores, e vejamos que Ele cuida de cada um de nós de maneira especial.

No mundo há muitas vozes, que tendem a nos desviar da vontade de Deus.
Ouçamos a voz de Jesus ele tem o melhor para cada um de nós, a resposta para todos os nossos anseios, a solução para os nossos problemas esta em confiarmos nele.

Mesmo quando tudo diz que não, a sua voz nos encoraja e nos diz:- Não tenha medo! Confie em mim.

Amém.
 Pb. Eurides Geraldo de Souza